A 20 de Maio de 1515, desembarcou em Lisboa um rinoceronte vindo do outro lado do mundo. Quinhentos anos depois, vagueia também por Lisboa o professor espanhol Eduardo Espinosa, tentando encontrar paralelismos entre a história mítica daquele animal e o poeta a quem dedicou toda a sua carreira — Fernando Pessoa.
Atraído por uma misteriosa carta à cidade que tanto ama, e na qual nunca teve coragem de viver apesar das visitas anuais ao longo de 30 anos, encontramos Espinosa numa deambulação de dois dias por Lisboa.
Perdido entre enigmas, quimeras e fantasmas, ele percorre não só ruas e monumentos, mas também a história — e tantos mitos — de Portugal, esse país que «é um sonho que se sonha a si mesmo para conseguir sobreviver». A olhá-lo, a cada passo, sentado em cafés ou escondido em versos, está o maior enigma de todos: afinal, quem foi realmente aquele poeta fingidor?
Indicado para: espoletar o interesse pela vida e obra de Fernando Pessoa; recordar episódios peculiares da História de Portugal e Espanha; olhar renovado sobre Portugal e Lisboa; moderar visões cínicas e redutoras do papel das humanidades, da cultura e da erudição
Efeitos secundários: possíveis estados melancólicos suscitados por questionamentos de ordem filosófica sobre o sentido da vida, o anonimato e o legado após a morte; introspecção, reflexão, despertar de memórias e balanços de vida; consciência de possíveis estados de solidão, frustração e/ou comodismo
Posologia: leitura mínima de um capítulo por dia.