O ano de 1177 a. C. foi um ponto de viragem para o mundo antigo. Grupos conhecidos como Povos do Mar invadiram o Egito. O exército e a marinha dos faraós conseguiram vencê-los, mas a vitória enfraqueceu o território, que depressa entrou em declínio, arrastando consigo as civilizações vizinhas.
Depois de séculos de uma extraordinária evolução cultural e tecnológica, as regiões mediterrânicas conheceram uma paragem abrupta. Grandes impérios e pequenos reinos colapsaram subitamente. Mas, sozinhos, os Povos do Mar não poderiam ter causado um colapso tão generalizado. O que foi, então, que aconteceu?
Apesar de a distância que nos separa destas civilizações ser superior a três milénios, são maiores os paralelismos do que se possa pensar à partida: embargos económicos, intrigas internacionais, desinformação militar deliberada, rebeliões, migrações e alterações climáticas.
E se estivermos apenas no início de uma nova tempestade perfeita de fatores de stress nas nossas sociedades? Haverá mais eventos cataclísmicos a caminho? Teremos resistência suficiente para ultrapassar o mais que nos for atirado ou caminhamos para o colapso dos múltiplos elementos que compõem a nossa complexa sociedade global?
Indicado para: entender as complexidades, forças e vulnerabilidades dos fenómenos de interdependência económica, social e cultural; alertar para as consequências de acontecimentos extraordinários coincidentes (alterações climáticas, desinformação, agitação social, intriga, guerra); estimular o pensamento por analogias e crias pontes entre passado, presente e futuro
Efeitos secundários: aumento considerável de cultura geral; olhar renovado sobre a actualidade nacional e internacional; possíveis valorização das vantagens da diplomacia e do cosmopolitismo; sentimentos de pessimismo ou desesperança
Posologia: Leitura diluída de um capítulo por cada dois dias.