Jorge da Costa
Biografia
Jorge da Costa nasceu em Bragança, em 1968. É, desde 2008, Diretor do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança. Licenciado em Humanidades, pela Faculdade de Filosofia de Braga, em 1993. Lecionou, até 2007, em distintos graus do ensino secundário. Pós-graduado em Arte Contemporânea pela Escola das Artes da U. C. do Porto e Mestre em Arte Contemporânea pela mesma universidade.
Dirigiu em 2008 e 2009 o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, é membro organizador da Bienal Internacional da Máscara – Mascararte e programador cultural, desde 2013, do Centro de Fotografia Georges Dussaud.
Comissário de exposições de arte contemporânea, tendo já assinado diversos textos de catálogo. Realizou e participou em conferências e seminários na área da Arte Contemporânea
Dirigiu em 2008 e 2009 o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, é membro organizador da Bienal Internacional da Máscara – Mascararte e programador cultural, desde 2013, do Centro de Fotografia Georges Dussaud.
Comissário de exposições de arte contemporânea, tendo já assinado diversos textos de catálogo. Realizou e participou em conferências e seminários na área da Arte Contemporânea
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Georges Dussaud
Em Portugal, escrevia Miguel Torga, em 1950, "há duas coisas grandes, pela força e pelo tamanho: Trás-os-Montes e o Alentejo. Trás-os-Montes é o ímpeto, a convulsão; o Alentejo, o fôlego, a extensão do alento".
Entre as duas há uma infinidade e afinidade de lugares e tradições, de pessoas e atmosferas, de cenas de trabalho e de afetos, de gestos e de rostos, de romarias e rituais, de incontáveis histórias ancestrais; universos "miraculosamente intactos" que, num tempo não muito longínquo, pareciam subsistir, segundo o poeta, à espera de uma objetiva que os perpetuasse antes que desaparecessem de vez na voragem do progresso.
Alguns sucumbiram já, mas não antes que Georges Dussaud respondesse ao desafio de Torga, que, como fotógrafo viajante e ao longo dos últimos 30 anos, vem fixando pela imagem a cartografia de um Portugal antigo e autêntico; um amplo quadro de referências que a singularidade da própria obra - entre o realismo e a poesia, o documental e o artístico - veio mostrar ao natural, sem retoques, e repleta de humanismo.
Na assunção de que a melhor parte da viagem é o caminho e não o destino, a presente exposição propõe, sala a sala, um olhar demorado sobre o território, conduzido pela objetiva atenta de Dussaud, que ora nos faz subir ao mundo perdido que pulsa no cimo das serras da Nogueira, Montesinho, Larouco, Barroso e Gerês, ora nos faz descer à angústia dos vales profundos do Douro e nos descansa o olhar na ampla orla marítima ou na imensidão da planície.
De relance, visitamos ainda Lisboa, porque afinal, diz Torga, "a Pátria é tanto o lodo de Alfama, o poleiro de S. Bento e a miséria mental do Chiado, como a lisura de Trás-os-Montes e a ênfase do Alentejo".
Comissário: Jorge da Costa
Entre as duas há uma infinidade e afinidade de lugares e tradições, de pessoas e atmosferas, de cenas de trabalho e de afetos, de gestos e de rostos, de romarias e rituais, de incontáveis histórias ancestrais; universos "miraculosamente intactos" que, num tempo não muito longínquo, pareciam subsistir, segundo o poeta, à espera de uma objetiva que os perpetuasse antes que desaparecessem de vez na voragem do progresso.
Alguns sucumbiram já, mas não antes que Georges Dussaud respondesse ao desafio de Torga, que, como fotógrafo viajante e ao longo dos últimos 30 anos, vem fixando pela imagem a cartografia de um Portugal antigo e autêntico; um amplo quadro de referências que a singularidade da própria obra - entre o realismo e a poesia, o documental e o artístico - veio mostrar ao natural, sem retoques, e repleta de humanismo.
Na assunção de que a melhor parte da viagem é o caminho e não o destino, a presente exposição propõe, sala a sala, um olhar demorado sobre o território, conduzido pela objetiva atenta de Dussaud, que ora nos faz subir ao mundo perdido que pulsa no cimo das serras da Nogueira, Montesinho, Larouco, Barroso e Gerês, ora nos faz descer à angústia dos vales profundos do Douro e nos descansa o olhar na ampla orla marítima ou na imensidão da planície.
De relance, visitamos ainda Lisboa, porque afinal, diz Torga, "a Pátria é tanto o lodo de Alfama, o poleiro de S. Bento e a miséria mental do Chiado, como a lisura de Trás-os-Montes e a ênfase do Alentejo".
Comissário: Jorge da Costa
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