"Numa obra onde vem coexistindo, de forma assídua, a prática do desenho, a escultura de Rui Sanches afirmou-se, nos primeiros anos, em exercícios desconstrutivistas de pendor minimal, tendo como referente um conjunto de pinturas clássicas e neo-clássicas. (...) para a construção da sua gramática escultórica - que fazem desta uma das obras mais marcantes do contexto artístico nacional da década de 1980 - Rui Sanches socorre-se de materiais triviais, transformados industrialmente, que usa de forma directa e depurada, como aglomerados e contraplacados de madeira, fragmentos de canalizações, vidros e espelhos ou mesmos a luz, aproximando-a de algum modo, da esfera do quotidiano. (...).