A condição arquitetónica, ainda que atravessada pelas mais inesperadas soluções formais e técnicas, marcou, sempre, como matriz organizadora e até estruturante, o trabalho de Pedro Calapez (Lisboa, 1953). A par dela, está a memória e um manancial de referências que desconstrói, depura e reinventa para criar fragmentados campos polícromos de caráter abstrato". (...) O trabalho de Pedro Calapez é, desde a década de 1980, período correspondente ao chamado "regresso à pintura", paradigma das mudanças que nesta altura surgem em torno da prática artística, com a introdução de novas estratégias que até então não cabiam na condição pictórica. - Jorge da Costa