Para quem quer conhecer o Verão Quente de 1975

Há verões que não são só calor e férias, são faísca, fricção e mudança. O de 1975 foi um deles. Cinquenta anos depois, a Bertrand recorda este período de Liberdade, que se seguiu após  a derrota do regime fascista mais longo da Europa.

 

O Verão quente de 1975 foi um período conturbado da nossa História, onde a liberdade recém-conquistada se cruzou com conflitos, sonhos, revoluções e contradições.

 

Sugerimos livros, entrevistas e reflexões que ajudam a compreender o PREC e os anos que moldaram a democracia portuguesa.

Slogans dos partidos políticos na rua com cartazes, 1975. Fonte: Nationaal Archief.
O que aconteceu no Verão Quente de 1975?

Foi um dos períodos mais intensos e decisivos da história de Portugal, marcado por golpes falhados, confrontos políticos e sociais, e uma luta feroz pela construção da democracia após o 25 de Abril.

 

Apresentamos alguns dos acontecimentos que transformaram o país, em seguida de forma resumida, se quiser saber mais pormenores, leia o nosso artigo Verão Quente de 1975 – um sobressalto na democracia.

11 de março

O golpe spinolista falhou, e inicia-se as nacionalizações da banca e das seguradoras, bem como de grandes empresas na esfera Portuguesa. Entre março e abril, o Conselho da Revolução consegue impor a assinatura do Pacto MFA–Partidos.

25 de abril

Primeiras eleições livres em Portugal, a que acorreram 91,66 % dos eleitores. A vitória do PS e do PPD contraria os planos da esquerda revolucionária, acentuando divisões internas.

1.º de maio

O Dia do Trabalhador revela tensões entre forças políticas. Conflitos entre partidos, sindicatos e imprensa marcam uma nova fase da instabilidade.

19 de junho

No “comício da Fonte Luminosa”, o PS desafia o rumo da revolução e pede a demissão de Vasco Gonçalves, e contestada a ameaça comunista vinda do PCP. É o primeiro grande ato de crítica aos militares e forças políticas de extrema-esquerda e a divisão política ganha força.

19 de setembro

Vasco Gonçalves é afastado e substituído por Pinheiro de Azevedo. O MFA divide-se e cresce a crise política e militar. Surge o Grupo dos Nove, que defende a devolução do destino do país aos partidos eleitos.

25 de novembro

O fim do Verão Quente: os militares do Grupo dos Nove, liderados por Ramalho Eanes, controlam a situação e travam novas ameaças revolucionárias.

As divergências entre projetos políticos, após abril de 1975, levou a vários episódios de violência por partes opostas de extrema-esquerda e extrema-direita, e a ameaça de uma guerra civil estava presente.

No dia 25 de novembro, toda a tensão acumulada ao longo dos meses culiminou, com o "Grupo dos nove" liderado por Ramalho Eanes a tentarem um golpe de estado, falhado.

Conheça ainda a opinião de dois historiadores sobre o 25 de novembro de 1975 através do nosso artigo.

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