Nas últimas décadas, um pouco por todo o lado, assistiu-se a uma vaga de reformas cujos objectivos, em maior ou menor extensão e profundidade, visaram a redefinição do papel do Estado e a consequente alteração na configuração das políticas públicas. Nos países capitalistas democráticos, as coligações ou partidos políticos que assumem o poder, regra geral, procuram reduzir substancialmente o papel do Estado na vida económica.
Em Portugal, como se procura demonstrar neste livro tomando como exemplo as políticas públicas de educação, a expressão destas reformas foi frequentemente híbrida, mitigada ou até, em alguns casos, em contraciclo, traduzindo assim especificidades muito próprias face à agenda emergente no contexto internacional. É dessas particularidades que os autores querem dar conta através deste livro.