«[Uma obra] de importância inestimável para a compreensão deste génio monumental, ainda que imperfeito, da nossa literatura», Kirkus Reviews
E ali sentado em plena noite africana pus-me a pensar que nada sabia da alma. As pessoas passavam o tempo a falar nisso e a escrever sobre isso, mas quem sabia do que se tratava?
Crónica ficcionada de um derradeiro safári em África, Verdade ao Amanhecer foi o último texto inédito de Ernest Hemingway a ser revelado, em 1999, por altura do centenário do nascimento do autor, com edição do seu filho Patrick, que o acompanhou na viagem. Numa caçada ao leão com a sua mulher, Mary, Ernest acaba por se encantar com uma jovem africana e com toda a comunidade local e vê-se então dividido entre duas mulheres, duas culturas, num conflito que é também o do homem em relação ao mundo natural. Ao mesmo tempo que descreve os anseios humanos com um humor mordaz, Hemingway capta a excitação da caça e a beleza inigualável da paisagem – um trabalho final de tirar o fôlego de um dos escritores mais acarinhados da literatura americana.