Já não me deito em pose de morrer

poemas escolhidos

de Cláudia R. Sampaio 

Editor: Porto Editora
Edição ou reimpressão: março de 2020
Formatos Disponíveis:
Portes
Grátis
10%
14,40€
Poupe 1,44€ (10%) Cartão Leitor Bertrand
Em stock - envio até 48 horas
portes grátis

«Penso na poesia de Cláudia R. Sampaio como no discurso furioso que apenas alguém de profunda ternura poderia fazer. Sua tragédia, explícita, frontal, é a de saber a delicadeza quando tudo em seu redor propende para o grotesco e a cabeça se desafia em dúvida. Magnífica poeta, seu impasse é constante: "Quem sabe se não é agora que / possuo toda a loucura / e me faço mulher // Eu que da cintura para cima sou triste / e daí para baixo uma praia / a quem explodiram o mar / para depois o transformarem em / homem e em assombro também".

A expressão de Cláudia R. Sampaio é das mais contundentes da contemporaneidade. Não se ergue panfletária, ergue-se numa urgência íntima que não teme expor, usando sua vulnerabilidade para força, como alguém que mapeia as feridas procurando cicatrizá-las, e também glorificá-las, com o verso. Toda a poesia abeira a terapêutica, e aqui a terapêutica é fundamental, inclusive como forma de classificar cada detalhe do mundo, como protesto e como alegria do possível. A loucura e a terapia são íntimas e fertilizam, a um tempo, o pensamento e a sabedoria.

Que maravilha o desabrido desta poesia. Que maravilha que não seja demasiado limpa, demasiado educada, e se coloque sobretudo enquanto necessidade além da razão e de qualquer etiqueta. Uma poesia que redime tanta coisa mas que também gratamente infeta: "desta vida à outra / castigaram-nos com abraços / afogando o adeus corcunda / adiantado pelas colisões das / palavras / veneno abençoado / do nosso lar.".»

por Valter Hugo Mãe, curador da coleção "elogio da sombra"

Críticas de imprensa
E quem conhece a poesia torturada, inclemente e vertiginosa de Cláudia R. Sampaio sempre encontrou aí sinais claríssimos das batalhas quotidianas, da doença bipolar que a afetou, com internamento incluído, do "auto sacrifício para levarmos mais um dia", e da angústia de viver num mundo sem lugar para "sonhos descabidos". Aqui pulsa igualmente uma beleza alucinada, o "milagre insuportável" que é viver, a certeza de que o "amor súbito é a escada para o entendimento". Um vocabulário ligado a fortes cargas visuais sobre a experiência de estar vivo.
Sílvia Souto Cunha

Visão

No ofício de tentar ver no escuro, a poesia de Cláudia R. Sampaio ergue-se furiosa e contundente, com uma urgência absoluta e necessária que não teme a procura nem a dúvida nem a exposição do mais íntimo e vulnerável nem a infecção primordial de todo o grotesco que a circunda, na demanda da ternura.
Adolfo Luxúria Canibal

Correio da Manhã

Pense nisto. E porque vai estar frio e a chover, aqui ficam quatro poetas maravilhosos para ler, durante o fim de semana, à lareira: Manuel Resende (1948-2020), tradutor e antigo jornalista do JN, que em 2018 - "70 anos depois de ter nascido e 50 anos depois do maio de 68" -, nos abençoou com 250 páginas de poesia, e esta semana nos deixou; Rui Caeiro (1943-2019), que perdemos em janeiro do ano passado, mas não sem antes deixar-nos o tesouro que é "O Sangue a Ranger nas Curvas Apertadas do Coração". Dois homens, dois mestres inigualáveis. E duas mulheres: Hilda Hilst (1930-2004), porque é excecionalíssima, e porque este ano faria 90 anos; e Cláudia R. Sampaio (1981), a jovem que não podemos perder de vista, e de quem acaba de sair, na Porto Editora, "Já não me deito em pose de morrer".

Helena Teixeira da Silva

Jornal de Notícias

  • Poemas-mulher
    Marisa Sousa | 08-05-2020

    Os poemas da Cláudia são mulheres-furacão. Se procura uma poesia cautelosa, certinha, que nunca questiona e nos come a calma de boca fechada, não leia a poesia da Cláudia, Se procura a mesmice do tem de ser porque sim, não a leia. A poesia da Cláudia traz uma faca afiada nos dentes e arrasa o tédio. Ler um poema por dia, para sentir a vida a morder.

Outros livros da coleção

A axila de Egon Schiele
10%
portes grátis
10% Cartão Leitor Bertrand
15,50€
Porto Editora
Obra poética - II
10%
portes grátis
10% Cartão Leitor Bertrand
24,90€
Porto Editora
Já não me deito em pose de morrer
poemas escolhidos
ISBN: 978-972-0-03266-9 Ano de edição ou reimpressão: 03-2020 Editor: Porto Editora Idioma: Português Dimensões: 160 x 198 x 16 mm Encadernação: Capa mole Páginas: 164 Tipo de Produto: Livro Coleção: Elogio da sombra Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  Literatura  >  Poesia

Quem comprou também comprou

Uma Família Inglesa
10%
portes grátis
10% Cartão Leitor Bertrand
11,00€
Livros do Brasil
Jóquei
10%
portes grátis
10% Cartão Leitor Bertrand
15,00€
Tinta da China
X
O QUE É O CHECKOUT EXPRESSO?


O ‘Checkout Expresso’ utiliza os seus dados habituais (morada e/ou forma de envio, meio de pagamento e dados de faturação) para que a sua compra seja muito mais rápida. Assim, não tem de os indicar de cada vez que fizer uma compra. Em qualquer altura, pode atualizar estes dados na sua ‘Área de Cliente’.

Para que lhe sobre mais tempo para as suas leituras.