A Monarquia tem-se revelado, nos últimos anos, um objeto de investigação cada vez mais rico e diversificado. O papel fundamental que esta instituição desempenhou, e por vezes ainda desempenha, na sociedade moderna e no desenvolvimento da contemporaneidade justifica o seu estudo.
Os trabalhos reunidos neste livro enquadram-se numa linha historiográfica recente que tem discutido as especificidades oitocentistas dos processos de nacionalização das monarquias da Europa do Sul, e o modo como o sucesso desses processos contribuiu para a validação e para a sobrevivência dos regimes monárquicos como quadros institucionais para a implementação de uma cultura liberal e de transição para a modernidade.