Ao admitir que um dos pontos a ter em conta na leitura do Fausto pessoano é o seu carácter de obra inacabável, os autores da mais recente edição da obra lançam um desafio ao qual respondem os ensaios pessoanos que este número de Central de Poesia aproxima, pois cada um desses textos deve pressupor essa condição de inacabamento que torna todas as aproximações relativas e institui entre o texto comentado e o texto do comentário uma relação de contiguidade na qual se esbatem as noções de texto primeiro e texto segundo: cada Fausto devém o meu Fausto, como Valéry premonitoriamente escreveu.