Esta obra cruza a componente de investigação em história do tempo presente do projeto Cinquenta Anos de Docência: Fatores de Mudança e Diálogos Intergeracionais (FYT-ID) com os trajetos profissionais de quatro reconhecidos investigadores da área de estudos educacionais nos últimos quarenta anos em Portugal.
Joaquim Azevedo, João Pedro da Ponte, Maria do Céu Roldão e Teresa Vasconcelos, na condição de, a um tempo, fontes de história imediata e membros do grupo-focal constituído no âmbito do mencionado projeto de investigação, comungam do facto de, nos respetivos trajetos escolares, terem completado o curso secundario-liceal ainda no Estado Novo.
No ensino superior, dois deles aprovaram a licenciatura em História (Joaquim Azevedo e Maria do Céu Roldão), um terceiro a de Matemática (João Pedro da Ponte) e uma quarta cursou Educação de Infância (Teresa Vasconcelos). Iniciaram as suas carreiras profissionais como professores do ensino pos-primario ou educadora de infância, respetivamente, e em períodos diferenciados: elas na década de 1960; eles, na década de 1970, já no contexto da Revolução dos Cravos.
A segunda parte do livro, designada Cinquenta Anos de Educação em Democracia, é um estudo de história contemporânea e do tempo presente da educação que, para uma maior inteligibilidade dos fatores de mudança operados a partir da Revolução dos Cravos, convencionou-se começar em finais da década de 1950, continuando pela reforma Veiga Simão (1971-1974), para depois se adentrar pelo período democrático através dos recortes temporais assumidos (Revolução, Normalização e Reforma).