Numa sociedade caracterizada pelo crescimento avassalador do fenómeno consumista, os media já não são só o "quarto poder" mas constituem-se, de modo estrutural, como agentes activos de intervenção sociocultural na dinamização do quotidiano e na marcação do passo social.
Suportados pela tecnologia - cada vez mais trabalhada e sublimada, tanto do ponto de vista qualitativo (precisão, resolução, eficácia) como quantitativo (mais potência, mais intensidade, mais profusão, logo maior amplitude) - os media vão crescendo exponencialmente numa disseminação alargada à escala planetária. Qual a relação existente entre a tecnologia e a afecção na reconfiguração da nossa identidade? Nesta obra o autor analisa e procura explicitar de que modo os media têm vindo a evoluir - pela conjunção da técnica e da estética - no processo de construção da nossa identidade pessoal e social, bem como ainda na percepção de nós próprios, do nosso corpo e das relações com o "outro".