A mais indefinível possessão portuguesa ganhou finalmente nome: Guiné.
Admitindo que navegadores portugueses aqui arribaram em finais da primeira metade do século XV, este espaço conheceu uma enormidade de nomes, desde Etiópia Menor, Guiné do Cabo Verde, Grande e Pequena Senegâmbia e muitos mais. Até que, em 1886, passou a chamar-se Guiné Portuguesa, e com menção constitucional. O livro aborda a história desta possessão de meados do século XIX e meados do século XX, um território que tinha praças e presídios, dependente de Cabo Verde; todas as companhias comerciais se tinham malogrado; foi preciso a comoção de um desastre militar num local chamado Bolor para, em 1879, se ter determinado a sua separação de Cabo Verde; estabeleceu-se uma capital em Bolama, mas a presença portuguesa manteve-se ténue, junto dos rios e rias. No final do século XIX, chegou a admitir-se a entrega da colónia a uma companhia majestática.