Percecionar um espaço condiciona as atitudes, os valores e a linguagem dos homens que o habitam, percorrem ou imaginam.
Perceber um espaço obriga pois, desde logo, ao diálogo entre a poética, a retórica, a ética e a geografia. Também o conceito de transculturalidade, baseado no postulado eufórico da mobilidade e da porosidade entre fronteiras, procurando fundar uma reorganização democrática das assimetrias de poder, convida a um novo olhar sobre o espaço, que assim se compreende dinâmico, tanto nas suas componentes político-sociais como nas suas dimensões culturais e literárias.