Basta-me Viver

de Carlos Vale Ferraz 

Bertrand.pt - Basta-me Viver
Opinião dos livreiros
(1)
Prémio Literário Fernando Namora
Editor: Casa das Letras
Edição: março de 2010
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Esta é a história do amor de duas mães pelos seus filhos. O filho de uma morreu para honrar os valores do pai, a outra morreu para que o seu filho pudesse viver. As duas mulheres, uma portuguesa e uma angolana, são a avó e a mãe deste neto, órfão-feiticeiro, que nasceu já com dentes, um sinal que levou a prever que seria dotado de poderes extraordinários. A sua mãe temeu que ele tivesse o destino das kindoki, as crianças-feiticeiras de África, abandonadas pelas famílias que as julgam responsáveis pelas desgraças que caem sobre elas e por isso o defendeu até à morte.

A história deste órfão-feiticeiro atravessa o fim do regime de Salazar e da guerra colonial, a independência e a guerra civil de Angola, os prodigiosos anos 80 e 90 em que surgiram os computadores, Portugal aderiu à Comunidade Europeia, aboliu o papel selado e saiu da administração do inqualificável território de Macau, capital mundial do jogo, encerrando o seu ciclo do império.

O órfão que nos narra a história através da conversa com o seu tio Ernesto, na varanda de uma casa no bairro Sambizanga, em Luanda, é o neto rejeitado quer pela família da mãe, a poderosa família Gonzaga, uma das grandes famílias crioulas de Angola, quer pela família do pai, um jovem piloto-aviador português, filho de Augusto Torres, um político salazarista. É alguém que, sem merecer o sacrifício dos pais, se furtou a seguir o rasto de muito poder e pouco escrúpulo dos avós, que cumpre a vida como o pagamento de uma promessa feita, não por ele, mas pelos que morreram para ele viver.

Excertos
«Já só eu existo para respeitar a vontade da minha mãe de viver. Não há mais testemunhas nem fiadores. Estou livre para tomar conta de mim e lembrei-me de um provérbio chinês que diz: a vida pode ser um bom lugar para lutar, mas a luta nunca será uma boa ocasião para se viver.
O meu drama é não me sentir capaz nem de viver nem de lutar… é não saber se me basta viver…»

  • bom
    Tânia Martins - Livreira Bertrand Santarém | 07-05-2020

    Tinha gostado imenso do livro anterior do autor mas este defraudou as expectativas. Achei demasiado focado na guerra colonial e na transição das ex-colónias para a independência. O romance em si mesmo muito cheio de altos e baixos e todo narrado na perspectiva do filho da protagonista... Muito confuso. Tão depressa estávamos no passado como no presente...

Coleções

Basta-me Viver
ISBN:
9789724619538
Ano de edição:
03-2010
Editor:
Casa das Letras
Idioma:
Português
Dimensões:
156 x 237 x 20 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
348
Tipo de Produto:
Livro
Classificação Temática:
EAN:
9789724619538
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