Na linha deA Campânula de Vidro, de Sylvia Plath, ou Malina, de Ingeborg Bachmann, uma narrativa lírica de uma mulher apaixonada, a braços com os seus demónios.
A vida está repleta de paixões. Quem ama a vida é capaz de iludir a morte. A beleza triunfa.
Estendendo-se dos anos de 1950 aos de 1970, esta é a história de crescimento de uma jovem turca através da qual se reflete a história de um país em transição. Menina numa casa nacionalista, patriarcal e tecnocrática, jovem a estudar num colégio de freiras austríaco, mulher em busca de liberdade e de um amor vivido na sua plenitude, que irá viajar das estepes turcas para Istambul e daí para Paris, Berlim e Zurique, a protagonista de As Noites Frias da Infância expõe neste texto breve toda a complexidade da sua vida interior, marcada pelo entusiasmo da exploração da sexualidade e pelo sofrimento causado por uma depressão que insiste em não a largar. Publicado originalmente em 1980, este romance intimista, sobre os desejos, os sonhos e a resistência de uma mulher, é hoje uma obra de culto, que ganha por fim aclamação internacional.