«Nas páginas da V Colectânea de Poesia Lusófona em Paris, encontramos uma união de 91 autores de 11 países, todos eles ligados pela língua portuguesa. Esta coletânea, o quinto volume, é um projeto que une a Lusofonia através da poesia, fortalecendo a cultura.
A poesia é uma forma de expressão singular que transcende a mera utilização de palavras para formar frases. E além disso, a poesia é a transmissão de ideias, a concretização de desejos, a realização de sonhos e uma prolongação da firme voz da comunicação e da existência. Quando lemos estas páginas, mergulhamos num mar de sensações e emoções que nos transporta para além dos limites da realidade, invocando a verdade essencial das palavras.
A poesia é a arte que nos envolve, que transcende os muros que erguemos em nossas mentes e nos conecta com o universo infinito da imaginação. Ela nos leva além das limitações da lógica e nos incita a mergulhar nas águas densas e inexploradas dos sentimentos e das perspectivas da existência. A poesia extrai das profundezas do ser humano a essência do que é viver, expressando as mais belas e cruas reflexões sobre a vida, o amor, a morte, a alegria, a tristeza e tudo aquilo que nos define como seres pensantes.
Nas palavras de Fernando Pessoa, o poeta português que se multiplicou em heterônimos: "A poesia é a minha vingança contra a vida". De facto, é na poesia que os poetas encontram refúgio, um lugar onde podem transformar a dor em beleza, o caos em harmonia e o efêmero em eternidade.
Na V Colectânea de Poesia Lusófona em Paris, reunimos uma multiplicidade de vozes poéticas, cada uma com sua perspectiva única e tocante sobre o que é a poesia. Como disse o poeta chileno Pablo Neruda: "Escrever poesia é como deitar-se entre estrelas e respirar luz". E é precisamente isso que encontramos aqui: um céu noturno repleto de estrelas, cada uma brilhando com intensidade própria.
A V Colectânea de Poesia Lusófona em Paris, é um convite para que cada leitor abra as portas de sua própria percepção e se permita ser envolvido pelas palavras que ecoam através dos tempos. Cada poeta presente nesta colectânea traz consigo uma parte de sua alma, deixando-a flutuar na tinta que preenche as páginas deste livro.
Que os poetas presentes nesta colectânea, continuem a olhar para o mundo com os olhos da poesia, encontrando beleza e significado onde antes parecia haver apenas caos e incerteza.
"Nós somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos", escreveu o poeta brasileiro Paulo Leminski. Que a V Colectânea de Poesia Lusófona em Paris, seja um convite para mudar, para ser transformado pela poesia e para deixar que ela nos comova, nos desafie e nos faça questionar o mundo à nossa volta.
Grandes poetas de todos os tempos já falaram sobre a poesia. José Saramago afirmou que a poesia é um grito no meio do silêncio. Vinicius de Moraes acreditava que a poesia é o encontro mágico das rimas, e Carlos Drummond de Andrade alegava que a poesia é uma forma livre de levar a vida.
Este encontro entre todos os poetas que abraçam este projeto é uma celebração da diversidade e da união. Aqui, as fronteiras geográficas desvanecem-se, e a língua portuguesa assume um papel unificador, criando laços fortes entre povos e países. É através desta língua que nos encontramos, partilhando a nossa humanidade e a nossa identidade comum, mesmo enquanto expressamos as nossas experiências individuais.
É com profundo agradecimento que expresso a minha gratidão a todos os poetas que fazem parte deste projeto. Agradeço ao Adélio Amaro, Ígor Lopes e António Manuel Ribeiro por partilharem ideias e fundamentos onde os poetas abrem a alma ao mundo.
Este livro é uma Colectânea que pertence a todos os poetas participantes. É uma celebração da língua portuguesa, uma homenagem à diversidade da Lusofonia e um testemunho eterno da força da imaginação humana. Que a poesia que aqui reside encontre o seu caminho até aos corações dos leitores e perpetue a beleza da palavra escrita.
Um abraço forte de puro agradecimento a todos os poetas participantes. Que a poesia e a lusofonia continue a ser fortalecida pelas vossas palavras.»
Frankelim Amaral