IV Colectânea de Poesia Lusófona em Paris

de Adélio Amaro e Frankelim Amaral 

Bertrand.pt - IV Colectânea de Poesia Lusófona em Paris
Editor: PORTUGAL MAG
Edição: junho de 2021
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A IV Colectânea de Poesia Lusófona em Paris é apresentada num ano que vai ficar marcado na mente de todos. É certamente uma época que irá ser recordada e estudada por várias gerações. A Covid-19 veio matar sonhos, projetos, vidas, esperança, sorrisos, afetos, mas nunca matará a palavra e as letras, e esta IV Colectânea de Poesia Lusófona em Paris é a prova disso.

Esta quarta edição foi realizada quase toda em tempo de pandemia. Alguns poetas, que fazem parte desta obra, enviaram os seus poemas em tempo de confinamento, fechados em casa, mas livres para o mundo da imaginação, do sonho e da criatividade. Livres para imortalizar palavras no papel.

A Poesia, mais que nunca, é uma das maiores armas para qualquer guerra, qualquer vírus... Neste caso, os poemas, aqui frisados nestas folhas, correm livres, sem vírus, sem medo... são poemas vivos.
A poesia é uma das fundamentais formas que o ser humano tem para transmitir os seus sentimentos mais profundos e misteriosos. O poema abre portas aos universos que estão para além do imediato quotidiano e que nos falam de paixões, tristezas, dores, alegrias…
A linguagem poética exprime o modo de olhar para a vida, para o coração, para o amor, para o quotidiano, como escreveu, o poeta brasileiro Mário de Miranda Quintana (1906-1994).

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada, esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

Este quarto volume conta com 78 autores, naturais de 7 países. Eu, como coordenador e diretor da Portugal Mag Editora, agradeço a todos os poetas que fazem parte deste projeto. Sinto-me dignificado, juntamente com o Adélio Amaro, ao coordenar a IV Colectânea de Poesia Lusófona em Paris com o incentivo de promover os Poetas da Língua Portuguesa que partilham ideias, abrem sua alma ao mundo, como enalteceu Fernando Pessoa:

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

Este projeto é um encontro, é uma união de todos os Poetas que abraçam esta iniciativa.

A IV Colectânea de Poesia Lusófona em Paris é de todos vós, Poetas. É de todos aqueles que honram e louvam a Língua Portuguesa.

Diante do confinamento obrigatório provocado pela pandemia, durante a paginação da IV Colectânea de Poesia Lusófona em Paris, senti-me a semear sonhos, vindos em letras caídas do céu, saboreei cada sílaba, tomando a liberdade de me apropriar de muitos poemas, que me enchiam a alma de vida. Estes são poemas da Língua Portuguesa que unem os povos lusófonos na Cultura.
Como diria Florbela Espanca (1894-1930):

Ai almas dos poetas
Não as entende ninguém,
São almas de violeta
Que são poetas também.

Nestes últimos meses fomos obrigados a fazer pausas.
Aprendemos a visitar o nosso interior, através da imaginação, da reflexão, contemplação, da respiração... Aí, a Poesia ajuda...
A Poesia tem o poder de criar enredos que nos parecem improváveis e predem-nos e cativam, pelo poder da palavra. A Lusofonia continua viva e unida, segue e espalha as suas palavras e as suas frases no infinito de oceanos de páginas.

Vamos travando as batalhas da sobrevivência como a que estamos agora a enfrentar perante a pandemia da Covid-19 e os efeitos do confinamento social. E muitos músicos, artistas, atores, escritores, poetas e humoristas têm-se mobilizado em iniciativas que visam trazer visibilidade às suas dificuldades crescentes perante o cancelamento de iniciativas em todo o mundo. A escrita lusófona também está a travar uma batalha sem quartel face à pandemia. Penso que no final vamos vencer, a palavra nunca morre.

Com o encerramento das livrarias, são milhares de livros que não chegaram aos leitores, consequências de extrema gravidade para o futuro. Será um cenário que causará mudanças irreversíveis ou apenas mais um capítulo na história de sobrevivência difícil do mundo, como canta Chico Buarque?

O que será ser só.
Quando outro dia amanhecer?
Será recomeçar?
Será ser livre sem querer?
Esta obra exprime a sensibilidade dos autores.

Assim, agradeço a vossa participação, contribuindo para o enriquecimento da Cultura Lusófona.
Até à próxima colectânea.

Frankelim Amaral Coordenador da Colectânea de Poesia Lusófona em Paris

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ISBN:
9791097370138
Ano de edição:
06-2021
Editor:
PORTUGAL MAG
Idioma:
Português
Dimensões:
172 x 244 x 10 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
208
Tipo de Produto:
Livro
Classificação Temática:
EAN:
9791097370138
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