Margaret tem 10 anos e está escondida debaixo de um arbusto, no jardim dos seus pais, enquanto o irmão a procura numa espécie de jogo de escondidas. Nesta sua infância há piscinas cheias de sol e panquecas ao sábado de manhã, mas a família requer alguns cuidados: a mãe é frágil e, embora presente, um pouco alheada; e o pai e o irmão assumem os seus respetivos comportamentos de uma masculinidade que lhe é desconfortável.
Vinte e cinco anos mais tarde, Margaret está escondida debaixo da cama dos pais, na mesma casa em que foi criada, à espera de que as filhas encontrem o seu esconderijo. Divorciou-se recentemente, reaprende a maternidade na guarda partilhada com o pai das crianças, enquanto saboreia novos prazeres com um novo amante. Mas uma parte de si mantém-se fora do tempo, debaixo do arbusto de amoras.
Chamada a ser mãe das suas filhas e filha da sua mãe, vai ter de lidar com os ecos e os reflexos entre passado e presente, o que significa manter uma criança a salvo e o quão pouco na nossa vida verdadeiramente nos - e só a nós - pertence.