A persiana da sala caiu. Colou-a com fita dupla-face. Ficou perfeito. Chegou a casa à noite, estava de novo em baixo. Removeu os bocados de fita. Decidiu-se por aquela massa fixa tudo. Ficou perfeito. Chegou a casa à noite, havia caído mais uma vez. Raspou os pedaços de massa. Pegou então em pregos e martelou-os à calha. Ficou perfeito. Chegou a casa à noite, os gatos tinham-se pendurado na persiana. Caiu. Retirou com um alicate os pregos retorcidos. o desalento. Mas, e se? Esticou o braço e experimentou ficar a segurar na persiana. Ficou perfeito. e ali ficou. e ficou. Dizem que hoje ainda lá está, de braço esticado. Os vizinhos acenam-lhe da rua.