Jorge Sousa Braga vem publicando desde 1981 uma poesia direta, inventiva, deflacionária que surpreendeu e chateou, criou adeptos e detratores, fazendo o seu caminho como foi querendo. Os seus versos acabariam reunidos sucessivamente em O Poeta Nu. A presente edição acrescenta à última reunião os últimos livros A Matéria Escura (2020) e A Flor Cadáver (2024).
GERÊS
Quando me levantei
já as minhas sandálias andavam
a passear lá fora na relva
Esta noite
até os atacadores dos sapatos
floriram