O autor usa uma linguagem magnificamente técnica,
semiótica, de lógica formal e jurídica - obsessivamente
perfeccionista, requintada, paranoicamente explicativa - para
tratar de questiúnculas ou, pelo contrário, explicar
formalmente, com uma lógica administrativa, a podridão
familiar, política, económica, o quotidiano de miséria,
prostituição, indecência, malfeitoria e sacanice (no Sambila e
outros bairros) de pobres diabos e cidadãos abandonados
pelos coevos.
Histórias de casais e traições (infidelidades) são uma das
obsessões divertidas de Melo. E, depois, há o tema das raças,
cores de pele, classes, mas também o do assassinato piedoso,
entre tantos.