Defende o autor, neste livro, que graças a um conjunto particular de confluências sociais e intelectuais, a sociologia portuguesa dispõe de condições para, ligando fundamentalmente a análise de causas sociais à identificação de «causas públicas» inadiáveis, intervir como pólo de enunciação particularmente activo na formação de uma agenda política alternativa e na difusão entre os actores sociais do grão de inconformismo realista que, em princípio, marca por dentro a cultura científica.