Nesta obra, o autor pretende recolocar na ordem do dia a problemática da justiça no campo da educação, incidindo particularmente no seu carácter complexo e multifacetado assim como nas suas implicações em termos da tematização da igualdade educativa, da ética e do lugar da escola.
Nesta sequência, o autor reanalisa novos modos de compreender a justiça escolar e a escola, entendendo esta última fundamentalmente como lugar de vários mundos e como uma organização específica perpassada por uma dupla funcionalidade (sistémica e comunicacional).
A partir deste enquadramento, as questões da autonomia, da cidadania, da experiência escolar dos alunos e da formação de professores são repensadas tendo em vista uma maior potenciação crítica e ética dos actores educativos, visando um maior compromisso da escola com a justiça social e com a democratização da democracia, sobretudo num tempo (de globalização) de ambiguidade ética e de tendência para a desformatação da própria justiça.