Será que o passado de uma pessoa - infância, família e historial clínico - condiciona de forma determinante e irreversível o seu percurso na vida? Estas e outras questões inquietam Isabel Empis, interessada em apresentar uma cara renovada da intervenção psicoterapêutica e psicanalítica. Estas páginas anunciam uma mudança radical na comunicação entre terapeutas e pacientes, para melhor corresponder à sua necessidade de serem ouvidos e compreendidos, em vez de rotulados e interpretados de uma forma precipitada. Mais um ensaio de saúde mental, algo polémico, dos quais nos ficam pistas de transformação interior, e ternura e saudades por estas pessoas aqui retratadas, de quem ao longo da leitura nos tornamos amigos.