...«Meus caros. Começo por vos dizer que acredito piamente que, para além do vazio da memória, haja saúde mental neste ser solitário. Também acredito que a vida foi uma constante aprendizagem, feita de experiências positivas e negativas, e que venci sempre que valorizei o positivo, o que foi fundamental para saber preservar-me. Mas presumo que os risos e as gargalhadas superaram as lágrimas e os suspiros, a luz e o sol fizeram esquecer a noite e os desassossegos, e a solidariedade passou por cima da solidão e do egoísmo. E dou graças em ter dado e recebido. Hoje, apesar da adversidade, dos atropelos e das vicissitudes de me sentir um solitário, sou mais eu, graças a vós»...