Porque passamos a vida à espera de sermos felizes? E se a felicidade não estiver no futuro, mas precisamente naquilo que ignoramos todos os dias? E se a esperança, essa vontade incessante de querer mais, de desejar outra vida, outro momento, outra versão de nós mesmos, for aquilo que nos afasta do que realmente procuramos?
Em A Felicidade, Desesperadamente, Comte-Sponville conduz-nos por uma reflexão filosófica lúcida, delicada e profundamente humana sobre a forma como vivemos, desejamos e procuramos sentido para a nossa vida.
Com clareza e uma honestidade desarmante, esta obra afasta-se da ideia romântica de uma felicidade permanente e mostra-nos como a esperança constante no que falta pode impedir-nos de viver plenamente aquilo que já existe. Em vez da espera passiva por uma vida ideal, propõe uma mudança de olhar: aceitar o real, agir no presente e aprender a amar a vida tal como ela é.