“Lisboa Cliché” | Da beleza do erro e da inutilidade de todos os dias
O escritor Miguel Torga era da opinião de que “a vida afetiva é a única que vale a pena. A outra apenas serve para organizar na consciência o processo da inutilidade de tudo.” Certamente, o mesmo é verdade no que diz respeito à construção das nossas memórias. A memória pública, construída a partir daquilo que absorvemos na escola, nos meios de comunicação ou nos manuais de História, ajuda-nos a ordenar o nosso pensamento acerca daquilo que conhecemos. Mas é a partir da nossa memória pessoal que construímos aquilo que somos.