(…) A privação da liberdade e o estigma de quem foi recluso continuam a ser questões sociais e politicamente sensíveis e, para quem as vive, muito difíceis de enfrentar e suportar. A boa notícia é que o tratamento penitenciário evoluiu e assumiu um papel mais ativo na reeducação e capacitação dos reclusos e na aplicação de penas orientadas para a diminuição da reincidência criminal, da socialização pós encarceramento, numa perspetiva de atenuar as profundas marcas que a provação de liberdade provoca. (…)
O último capítulo é particularmente relevante e atual, colocando a tónica nos desafios educacionais e nas potencialidades do Ensino a Distância enquanto ferramenta estratégica para promover a qualificação e a capacitação de grupos específicos de pessoas com necessidades específicas de formação, ou seja uma nota de esperança para todos os que partilham as mesmas necessidades básicas e a aspiração a uma vida digna. (…)
Está lançado um repto aos governantes e à sociedade civil: a educação e a capacitação nas prisões será tanto mais interessante e efetiva se também se envolverem, capacitarem e valorizarem o papel social de todos os agentes do sistema penitenciário. (…)