Em Por Entre os Trilhos da Memória, um alargado desfilar de cenas, com algumas a ultrapassarem as margens do invulgar e outras tantas a roçarem o sofrimento.
São, no fundo, retratos/memória de um oficial miliciano, em uma das frentes da Guerra Colonial (Moçambique, 1972-1974), entrecortadas por acontecimentos, mais ou menos ficcionados, que atravessam o mundo e o submundo da, então, dita capital do Império. E não necessariamente coincidentes no tempo ou no mesmo local, mas nem por isso menos reais.
Aqui se cruzam, pois e a propósito, um «par de botas militares», um «arraial no Figo Maduro», a realização de «jantares dançantes», as meninas da Playboy, que tardavam em aparecer e, finalmente, o 25 de Abril.
Uma viagem por entre os trilhos de algumas das memórias de uma vida densamente vivida.