«Tal como sucedeu no passado, os portugueses de hoje (de certo modo, também os brasileiros) continuam a aproveitar todas as oportunidades para celebrar Camões, em geral, e a epopeia que nos deixou, em particular. Nas universidades e nas escolas, pelo menos.
Uma circunstância tão invulgar (não ocorre com nenhum outro escritor nem com nenhum outro livro escrito em português) obriga a indagar sobre os motivos que estarão na sua origem. Porque comemoramos nós Os Lusíadas, sendo certo que o tempo das epopeias parece ter passado há muito tempo? Podemos ser ainda mais concretos nas interrogações: porque evocamos um livro publicado há quatro séculos? Porque não emudeceu ainda essa obra, de leitura tão difícil e exigente?
De forma direta ou indireta, o volume que agora se publica procura responder a estas questões».
José Augusto Cardoso Bernardes