Quem são os "fazedores de opinião" da imprensa portuguesa, e qual a sua importância?
Pegando na «centralidade dos media nas sociedades actuais», que os torna «cada vez mais sinónimo de Espaço Público», a autora analisa o Espaço Opinião e os Opinion Makers na Imprensa Portuguesa, com base nos períodos 1980-1989 e 1990-1999. Para tal, trabalhou sobre três diários e três semanários: Diário de Notícias, A Capital e Público, Expresso Semanário e O Independente.
Os dados recolhidos por Rita Figueiras, professora da Universidade Católica, permitem-lhe concluir que o peso do Espaço Opinião acompanhou, de uma década para a outra, a consolidação dos projectos editoriais.
Essa evolução, porém, não se reflectiu no universo dos Opinion Makers não-jornalistas (a maioria), masculino a quase 100% e emanando, por regra, da Academia, Política e Profissões Liberais ou Quadros Superiores.
Ao «tentar perceber porquê», a autora observa que «os Opinion Makers são como que Super-Intelectuais que acedem e têm sucesso em qualquer campo de poder, surgindo o Espaço Opinião como um lugar de reforço desse mérito».