Grande parte da geração que cresceu no mundo da web social e participativa - embora esteja permanentemente on - desenvolveu uma ligação mais superficial e menos significativa com as questões públicas. Inseparáveis dos seus smartphones, é nas redes sociais que os jovens convivem, e se entretêm, procuram informação e se politizam.
Mesmo os que foram socializados em conceções normativas do jornalismo consideram o conteúdo que circula nas plataformas (como o YouTube, TikTok ou Instagram), nomeadamente o produzido por influenciadores políticos, cada vez mais relevante. Estas tendências modelam os valores, as atitudes e as práticas dos jovens, ao mesmo tempo que colocam a democracia contemporânea ainda sob maior pressão.