Nascida em Espanha, descendente de santos, reis e imperadores, Isabel
chegou muito jovem a Portugal para casar com D. Dinis, rei culto,
homem formoso, trovador invejável. No seu séquito traz damas de
companhia e um importante segredo. Um segredo com origem na
Ordem do Templo e cujo destinatário é D. Dinis. Quando mais tarde o
rei de França manipula monarcas e papas para a cruel e violenta
extinção dos templários, logo percebemos de onde veio a sageza de D.
Dinis ao acolher os monges foragidos, albergar os seus tesouros e
esconder os seus conhecimentos.
Mas nem só de glória se cobre a vida de Isabel. As aventuras
extraconjugais do rei português humilham-na profundamente, apesar de
também aí a rainha se mostrar magnânima, criando com igual afecto os
seus filhos e os bastardos de D. Dinis. É entre intrigas, ciúmes,
infidelidades, rivalidades, adultérios e arrependimentos, que a vida da
rainha santa Isabel se transforma no drama de uma heroína da santidade
feita de amor, perdão, lágrimas escondidas e silêncio magnânimo.