Em Guerra Junqueiro e a sua Obra Poética, Amorim de Carvalho:
- faz a revisão, com exemplificação intensiva, da obra junqueiriana que é posta no lugar glorioso de que foi desalojada pelos preconceitos modernistas;
- explica as inquietações sociais e filosóficas do poeta (Junqueiro não é um filósofo mas um poeta filosófico) através duma séria transmutação compreensiva do pensamento poético para o pensamento discursivo;
- estuda o processo simbólico da poesia, a retórica que é defendida das ideias-feitas, o poder satírico caricatural e o lirismo relacionado com aquela retórica, o bucolismo e o profundo saudosismo de Junqueiro, apresentados na sinceridade biográfica do poeta, que dão raízes à sua crise religiosa;
- procede à ousada revisão do problema das influências sobretudo de Baudelaire e Victor Hugo;
- dá, com grande originalidade, uma atenção muito especial ao imenso simbolismo junqueiriano;
- apresenta, com grande objectvidade, as relações literárias entre Junqueiro e António Nobre, corrigindo gravíssimos erros interpretativos generalizados até à publicação desta obra;
- e empreende os estudos estético e psicológico da versificação (sobretudo na sua faceta nobre que é o ritmo verbal) e do estilo junqueirianos.