O Papel de Parede Amarelo

de Charlotte Perkins Gilman 

Bertrand.pt - O Papel de Parede Amarelo
Opinião dos livreiros
(2)
Opinião dos leitores
(1)
Editor: Cultura Editora
Edição: fevereiro de 2023
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Conto publicado no final do século XIX, O Papel de Parede Amarelo retrata a história semiautobiográfica de uma jovem mulher deprimida, recentemente mãe. O marido, John, por sinal médico, demonstra grande incapacidade para enten- der o que se passa com ela, em larga medida ele próprio preso nos perímetros culturais da época.

Na esperança de poder ajudá-la, John muda-se temporariamente com a mulher para uma outra casa, bonita, campestre, onde tentará recuperar a paciente com ar puro e repouso de qualquer tipo de trabalho. A mulher, sentindo-se presa, sem opções para a sua imaginação e criatividade — ademais num quarto com uma decoração que a incomoda — vai ficando cada vez mais longe da cura, cada vez mais perto da loucura.

Narrado na primeira pessoa, O Papel de Parede Amarelo é um dos mais importantes textos da literatura feminista americana, e global, entrando aprofundadamente nos sinuosos caminhos das perturbações mentais provocadas a mulheres que, afinal, são apenas impedidas de ser o que são.

  • Uma alegoria à opressão feminina
    Mariana Martins - Livraria Bertrand Alegro Montijo | 16-02-2024

    Um pequeno conto, que é considerado um clássico da literatura feminista. Escrito num teor autobiográfico, conta-nos a história de uma mulher que aparenta ter problemas de saúde mental, mas devido ao contexto da época, a solução do seu marido para as suas maleitas é confiná-la a um quarto. Neste quarto, a nossa narradora desenvolve uma obsessão pelo papel de parede. Uma leitura breve mas poderosa, que roça no terror. Muito interessante, com muito espaço para analise da obra.

  • Um papel com uma mensagem a interiorizar
    João Moreira | Bertrand Espinho Rua | 16-03-2023

    Um registo com algum carácter autobiográfico, esta estória serve como um aviso para a importância de nos mantermos sempre alerta a quem nos rodeia. Tal como nesta obra, nem sempre os sinais são visíveis. Nem sempre aqueles que sofrem de algum problema de saúde mental mostram sinais ou sequer procuram ajuda. Uma estória simples mas com um grande grito de alerta para a saúde mental e para o abuso de controlo nas relações.

  • Uma pequena história, um grande significado
    Susana Gonçalves | 08-03-2025

    Um pequeno conto sobre depressão, paranóia, e sobre a opressão das mulheres e da total falta de direitos no final do século XIX, sob o ponto de vista da personagem principal. Confinada a um quarto, a narradora encontra-se totalmente privada de atividade, ou estímulo mental (exceto pelo assustador papel de parede amarelo). Uma história semi-autobiográfica onde a autora explora os meandros das perturbações psicológicas e emocionais, assim como a forma como, quem está mais próximo, lida com esse problema. Uma obra escrita num ambiente de suspense, que se destaca pela sua originalidade e intemporalidade. Curiosamente, foi a minha leitura do Dia da Mulher, e não deixa de ser relevante marcar este dia para relembrar que a violência de género ainda existe, e há um longo caminho a percorrer na transformação de comportamentos sociais, morais e educacionais.

O Papel de Parede Amarelo
ISBN:
9789898860552
Ano de edição:
02-2023
Editor:
Cultura Editora
Idioma:
Português
Dimensões:
141 x 214 x 5 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
56
Tipo de Produto:
Livro
Classificação Temática:
EAN:
9789898860552

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