Neste livro avaliam-se os efeitos das disponibilidades monetárias asseguradas pelo ouro do Brasil na economia e na sociedade portuguesa do século XVIII. Novas séries sobre as chegadas de ouro aqui utilizadas, e agora disponíveis ao público, revêem as flutuações conjunturais que atravessaram o século e elucidam sobre a distribuição social do metal precioso. Conclui-se que a economia portuguesa não se confrontou com escassez monetária, que o Marquês de Pombal não governou num contexto de recessão de
ouro do Brasil e que uma parte do grupo económico activo neste consulado fundou a sua solidez financeira entre 1720 e 1750.