O tema foi suscitado pelos 150 anos do Diário de Notícias, agora celebrados. O jornalista Pedro Foyos balizou a efeméride como ponto de partida de um livro sobre os primórdios da publicação deste jornal e o jornalismo estritamente noticioso (ou seja, não panfletário) que começou a praticar-se na segunda metade de século XIX. Como era feito um jornal diário há 150 anos? Para responder a esta pergunta, o autor realizou uma extensa viagem ao passado, percorrendo o tempo pioneiro documentado numa obra repleta de episódios surpreendentes. Particularmente ilustrativo das agruras vividas por um jornal diário é o capítulo que relata, entre outros acontecimentos de "última hora", as mortes do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro, em 1908. O regicídio, «ali mesmo ao lado», ocorre quando a primeira página já estava quase fechada. (…)
Uma obra que reafirma a memória como um bem essencial para todas as gerações, as de ontem, as de hoje e as do futuro.