Uma narrativa cheia de mistério e muita cena de faca e alguidar (bem, nenhuma chegou a ser… por um triz!) que nasceu mais embrulhada do que sardinha salgada em tempos de inverno longo, numa qualquer salgadeira transmontana.
Quem faz o quê e como não é para ser revelado. Os leitores descobrirão, por si, que neste romance nada é o que parece e até as personagens se enganam ou tentam enganar as outras personagens - e até os leitores - a respeito da situação que vivem. Sabem tudo, mas sabem, afinal, quase nada.
Entre o Douro, o Porto, Lisboa e Luanda, as personagens cruzam-se e descruzam-se, ao sabor dos seus desejos, vontades e ações, numa espécie de caldo sempre a ferver, como parece ser cada vez mais o dia-a-dia do mais anónimo dos cidadãos.