Esta obra tem autores imediatos e outros mais mediatos. Álvaro Laborinho Lúcio, imperial gaivota que cedo nos deixou, foi um dos segundos.
Esteve ele na génese do projeto e serviu-nos de inspiração. Ele tinha nome de Ternura e de Trabalho. Pelos interstícios das gotas do mar da sua Nazaré. Ele cantou justiças, chamadores, azulejos, vidas na selva, ministérios, açores, maçãs vermelhas, rubis, cabos verdes e amanheceres em azinheiras e becos de liberdade.
Foi ele um dos mais paladinos autores do moderno pensamento sobre a Criança em Portugal, adotando e defendendo uma Cultura da Criança, artífice do seu próprio destino. Diremos sempre: ele é um dos nossos faróis e pilares. E que a sua Bonomia, o seu Brilho e o seu Carisma permaneçam presentes em todas as edificações e dedicatórias que se fizerem à Criança neste país.
«Tenho 81 anos e desejo demorar o máximo tempo a estar velho e a morrer. A vida é um contínuo fantástico».
(Álvaro Laborinho Lúcio (1941-2025) »
Os autores