Nesta obra propõe-se que a área de Psicologia da Educação se possa afirmar como um contributo que, em vez de pretender prescrever a ação dos diversos tipos de profissionais no domínio da educação, visa alargar as suas possibilidades de reflexão e ação.
Uma opção que exige que a área em questão se construa em função de uma racionalidade que recusa qualquer tipo de insularidade epistemológica para se afirmar, antes, em função de uma leitura interdisciplinar das problemáticas que permitem identificar os objetos de estudo da Psicologia da Educação.
Aproveito, por isso, o que Bernstein escreveu a propósito da Nova Sociologia da Educação, considerando, também, que, hoje, na Psicologia da Educação, "o que é preciso é menos lealdade a uma abordagem e mais dedicação a um problema".