A Literatura como uma forma arriscada de alpinismo. Do século XVIII para o século XIX, ao mesmo tempo que se autodetermina a noção de estética - e o campo das «artes» se divide na especificidade dos seus diversos registos - Pintura e Literatura aproximam-se da Natureza para conhecer as suas forças, zonas de fractura e limites.
No entanto, o que liga sobretudo os autores aqui referidos (diderot, Rousseau, Senancour, Ann Radcliffe, Mary Shelley, A. Dumas, V. Hugo, T. Gautier) é a vontade de encontrar um equivalente, no campo da linguagem, para o engima: problema de representação do real que, na época, tomou por corpo a figura da Montanha.