Desde os calendários megalíticos aos almanaques sumérios, gregos e egípcios, que o Tempo era o mediador das fainas terrestres da vida agrária e pastoril e das fainas mágico - religiosas da vida da alma. O Mestre do Tempo era Saturno, o Rei da Idade de Ouro. A função deste almanaque é restaurar pelo rito e uma nova consciência essa época arcaica em que homens, plantas, animais e deuses conviviam em harmonia.
Este é um calendário para viver o ano de forma artística, poética e mágica como um pagão cons-ciente. Trata-se de viver o ano não só com o corpo mas também com a alma. Por isso era necessária uma nova linguagem e uma nova filosofia de almanaque. Este é, assim, o primeiro Calendário da Alma para pagãos portugueses.
Aqui encontrará não só como celebrar as festividades cósmicas e ctónicas do ano pagão, mas roteiros mágicos para a sua vivência pagã, arqueosítios que lhe permitirão vivenciar a alma gentílica lusa, um minucioso calendário de dias festivos pagãos ao longo de todos os doze meses, ideias sobre agricultura na perspectiva biodinâmica e muitos outros assuntos merecedores de interesse.