Tentar escrever a história do douro medieval, nos nossos dias, é quase tão difícil quanto o era navegar naquele rio quinhentos anos atrás.
As escolhas são muitas, e convém começar a viagem com plena consciência do que nos espera. a documentação não abunda: os investigadores experimentados costumam começar por dirigir a sua
pesquisa para grandes cidades (melhor ainda se foram sedes de bispado) e estabelecimentos religiosos. no nosso caso, as possibilidades afiguravam-se interessantes: o arcebispado de Braga cobria
praticamente toda a região transmontana, e é conhecida a riqueza desta instituição; temos evidentemente o bispado de Lamego e, em certa medida, o de Viseu. e temos, é claro, o Porto cidade e o Porto
bispado. Quanto a mosteiros, e sem entrar nos mendicantes, surgem-nos de imediato Grijó, Pombeiro, Ancede, S. João de Tarouca, Salzedas, S. Pedro das Águias e, se nos aventurarmos até perto da raia, Santa Maria de Aguiar. Para além do mundo sempre misterioso e muito pouco acessível dos arquivos particulares.
Autores:
Amândio Morais Barros
António Luís Pereira
António Manuel de Carvalho Lima
Heloisa Valente dos Santos
Isabel Alexandra Lopes
José Augusto de Sottomayor-Pizarro
Luís Miguel Duarte
Paula Barreira Abranches
Paulo Dordio
Ricardo Teixeira
Vítor Gomes Teixeira