Num mundo em constante mutação, em
que o multiculturalismo e o pluriculturalismo
são uma realidade incontornável, o
indivíduo necessita cada vez mais de
dominar outras línguas, atingindo uma
competência, que não envolve apenas
conhecimentos linguísticos, mas também
conhecimentos a nível sociocultural e pragmático,
que o preparem para o uso real
da língua, ou seja, para a comunicação. Os
manuais, como importantes suportes de
aprendizagem que são, têm acompanhado
a evolução das metodologias que, ao longo dos tempos, nortearam o
ensino de línguas estrangeiras, veiculando diferentes concepções
metodológicas, ao mesmo tempo que se destaca o papel
fundamental da intervenção pedagógica do ensinante em todo este
processo.
Será que os manuais de ensino de língua estrangeira, editados em
Portugal, têm acompanhado essa evolução? Ter-se-á procedido a
uma análise criteriosa dos manuais que se vão produzindo, tal como
se verifica já em outras disciplinas? Analisámos, de forma detalhada,
treze manuais de iniciação, publicados em Portugal entre 1964 e
2005, com o objectivo de podermos dar uma imagem da evolução
metodológica verificada, bem como do modo como reflectem (ou
não) uma abordagem virada para a comunicação, num ensino/
/aprendizagem centrado no aprendente.
Conteúdo
- Ensino/Aprendizagem de uma Língua Estrangeira: História e Metodologias
- O Ensino de Português como Língua Estrangeira
- Tipos de Manuais
- As Funções de um Manual de Língua Estrangeira
- O Uso do Manual e o Papel do Professor
- Análise de Manuais de Português (LE)