A quase meia centena de cartas trocadas entre José Régio e Álvaro Ribeiro de 1928 a 1968 , bem como os textos que as ilustram e complementam, dão-nos o testemunho vivo de uma relação crucial na história portuguesa do século XX.
A figura dominante do movimento da Presença e o criador do movimento da Filosofia Portuguesa, seguindo caminhos paralelos, distinguiram-se pelo modo como procuraram assegurar a verdade, a autonomia e a autenticidade da nossa vida mental.
Ao redigir A Literatura de José Régio - que motivou a maior parte dessa correspondência -, Álvaro Ribeiro patenteou quanto depende do diálogo entre a arte e o pensamento, entre a poesia e a filosofia, o destino superior da cultura portuguesa.