«Contarás de Abril o assombro, o desassossego, as súbitas visões de belezas longamente sonhadas, a hora vesperal; o renascer, meu e teu. Contarás de Abril instantes serenos, salivados de paz, o perfil de casas, as ruas docemente nossas que rimam connosco, as ternuras vagabundas, a utilidade dos gestos, o murmúrio discreto e comovido.
Contarás de Abril os gritos, as imprecações, as cóleras, o idioma ressurecto na fraternidade de frases efusivas, no estertor.»
(De Palavras iniciais, citação de Contar de Abril de Baptista-Bastos)