Aviso prévio:
Este conto não é inteiramente meu: foi concebido algures no
Oriente e chegou até mim há cerca de 50 anos, sob a forma de
anedota, contada numa tarde de convívio por um amigo romeno.
Nessa anedota, o sábio era um rabino, o que diz bastante sobre
a sua origem. Sei que a historieta existe em livros que não li e na
internet. A que eu escrevi preserva dela o essencial: a escassez do
espaço, a esperteza do sábio em contraste com a ingenuidade do
homem pobre, a cega obediência deste, o desfecho feliz.
Porém
todos os detalhes foram reinventados, inclusive o pequeno ganho
do sábio, que se faz pagar sem que o pobre dê conta. Os desenhos
são, eles próprios, uma outra leitura da história.
Manuela Barros Ferreira