Baiôa sem data para morrer

de Rui Couceiro 

Editor: Porto Editora
Edição: junho de 2022
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Quando um jovem professor decide aceitar a mão que o destino lhe estende, longe está de imaginar que, desse momento em diante, de mero espectador passará a narrador e personagem da sua própria vida. Na aldeia dos avós, no Alentejo mais profundo, Joaquim Baiôa, velho faz-tudo, decidiu recuperar as casas que os proprietários haviam votado ao abandono e assim reabilitar Gorda-e-Feia, antes que a morte a venha reclamar. Eis, pois, o pretexto ideal para uma pausa no ensino e o sossegar de um quotidiano apressado imposto pela modernidade. Mas, em Gorda-e-Feia, a morte insiste em sair à rua, e a pacatez por que o jovem professor ansiava torna-se um tempo à míngua, enquanto, juntamente com Baiôa, tenta lutar contra a desertificação de um mundo condenado.
Num romance que tanto tem de poético como de irónico, repleto de personagens memoráveis e de exuberância imaginativa, e construído como uma teia que se adensa ao ritmo da leitura, Rui Couceiro põe frente a frente dois mundos antagónicos, o urbano e o rural, e duas gerações que se encontram a meio caminho, sobre o pó que ali se tinge de vermelho, o mais novo à espera, o mais velho sem data para morrer.

Críticas
É uma ficção apaixonante que nos leva ao Portugal profundo. Um romance muito cinematográfico que li com grande entusiasmo. É, com certeza, um dos nossos escritores revelação.

Tóli César Machado (músico)

Este romance não é mais um dos romances de grande qualidade. É, por direito, um romance com traços distintivos, que se apropria de um lugar único.

Rosa Alice Branco

Uma narrativa tão poética quanto filosófica e uma verdadeira literatura do pensamento, que deverá ser alvo de análise por mais páginas do que estas, ou do que as suas rápidas 448. Merece toda a eternidade possível.

João Pedro Porto

Li em modo torrencial a desmedida metáfora sobre um certo Portugal pré-moderno que se vai desvanecendo e esquecendo. Morrendo, na verdade. Podíamos ser sem eles (os mortos)?, pergunta Rainer Maria Rilke na sua primeira Elegia. Está visto que não, como tão bem nos diz Rui Couceiro de tantas maneiras, mágicas, verosímeis, surreais, violentas, ternas e muitas outras tonalidades que os humanos bem conhecem.

Álvaro Domingues

Aquilo que mais me toca neste livro é a preocupação em dar-nos o que, hoje em dia, mais precisamos: dar-nos conta de que precisamos de atenção. Baiôa não é apenas um homem que não quer deixar a aldeia cair, é um homem que não quer deixar a humanidade cair.

Paulo José Miranda

Depois de ler o livro de Rui [Couceiro], vou encarregar-me de ser o porta-voz deste livro no mundo inteiro, porque se este livro fosse um livro americano ou alemão já haveria mil editores no mundo inteiro a querer traduzir e publicá-lo.

Alberto Manguel

[As personagens] dão uma força tão extraordinária a este romance que eu o li numa noite. Fantástico romance.

Alberto Manguel

Este é um romance tão perfeito, tão maravilhosamente escrito, com uma originalidade tal, que eu não acredito que seja o seu primeiro romance. Recordou-me uma literatura universal, como o romance do grande Juan Rulfo, Pedro Páramo.

Alberto Manguel

Por favor, leiam este livro. É um livro de felicidade para o país, porque nasceu aqui um escritor. Rui Couceiro consegue atingir-nos com a sua profundidade. O principal desafio de um escritor hoje é não fazer aquilo que acha que o mundo vai apreciar, mas fazer aquilo que o mundo precisa. Baiôa sem data para morrer é um grande livro sem mas. Parte deste país para fazer uma enorme metáfora sobre este país e sobre o mundo.

Luís Osório

Críticas de imprensa
De todos os livros portugueses que li em 2022, este é o que mais me cativou, que mais me comoveu, que mais me inquietou, que mais questões e dúvidas me estendeu. Depois, de todos os livros de ficção, com origem indiscriminada e geografias variáveis, que li em 2022, continua a ocupar o lugar cimeiro, mesmo sabendo-se que o gosto é apenas isso mesmo: uma perspetiva individual. (…) É um marco para todos os que o lerem. Só se prejudica quem não o fizer.

João Gobern, Jornal de Notícias

Baiôa não traz data para morrer, nem data para parar de ler. Mal o leitor se instala com o narrador (…) naquela aldeola de Gorda-e-Feia com 17 casas, tem dificuldade de lá sair antes de chegar à contracapa. Pelo caminho, ouvimos a mãe do narrador a dizer “nós não somos nada”. E percebemos que somos apenas o tempo que temos e, sobretudo, que tudo tem de ter um fim. Mesmo esta deliciosa leitura.

Mafalda Anjos, Visão

Maduro e seguro, um livro de estreia que é um romance literariamente correcto.

Mário Santos, Público

[…] o que distingue este romance é mesmo a forma como o autor, por muito que tenha assimilado influências literárias tão distintas, colocou todos os seus esforços na construção de uma voz literária pessoalíssima que faz augurar novos projetos ficcionais de amplo conseguimento.

Sérgio Almeida, Jornal de Notícias

São a um tempo frágeis e poderosas as personagens que Rui Couceiro nos revela neste livro cativante, sem aquilo que define como "a condescendência provinciana com que a cidade olha o campo".

Fernando Alves, TSF

O muito celebrado romance de estreia de Rui Couceiro transporta o leitor a um mundo rural e faz desfilar um conjunto de personagens que nos cativam e fazem sorrir, enquanto propõe uma reflexão sobre a melhor forma de viver.

Correio da Manhã

Um soberbo retrato de um interior desertificado e exangue. A destreza narrativa é uma das principais marcas deste romance.

Sérgio Almeida, Jornal de Notícias

O autor tem uma escrita surpreendente, cheia de detalhes, recheada de episódios, misto de observação e de sensação. O livro é na realidade a história da descoberta de uma outra vida fora da cidade, uma narrativa quase em jeito de diário, contando as experiências vividas pelo imaginado protagonista na companhia de uma mão-cheia de personagens castiças, tragicómicas, quase impossíveis.

Manuel Falcão, Jornal de Negócios

Como sobrevive o "país interior" sitiado diante do tempo que o devora? A radiografia está em Baiôa sem data para morrer (Porto Editora), o primeiro romance de Rui Couceiro - num mundo de telemóveis, como se ouve ainda a voz da terra?

Francisco José Viegas, Correio da Manhã

Uma estreia impressionante, um inteligentíssimo contador de histórias, cheio de detalhes e surpresas, num claro deleite de narrar sem pressas ou precipitações. “Baiôa sem Data Para Morrer” não é uma estreia comum. É fulgurante, viciante, comovente, inesperado. Ganhamos todos um belíssimo romancista.

Valter Hugo Mãe, Notícias Magazine

Numa época em que a literatura portuguesa se esconde frequentemente de uma localização geográfica para poder ser lida pelo resto do mundo, Baiôa sem data para morrer inverte esse erro e valoriza uma realidade que pode ser fundamental para a ficção. Nada que tenha passado despercebido a, por exemplo, Gabriel García Marques, que se internacionalizou por via do mais recôndito lugarejo do seu país; ou Homero, que foi tão local que se tornou global.

João Céu e Silva, Diário de Notícias

Baiôa sem data para morrer
ISBN:
978-972-0-03582-0
Ano de edição:
06-2022
Editor:
Porto Editora
Idioma:
Português
Dimensões:
152 x 235 x 28 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
448
Tipo de Produto:
Livro
Classificação Temática:

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